A Economia é uma das disciplinas que tratam do "processo da vida". As questões da decisão, da coordenação de acções, da governação, das trajectórias colectivas dizem-lhe particularmente respeito. Para tudo isto, os homens criam instituições, modos depensar e de agir com que procuram enfrentar a incerteza e o inesperado. Os seus modelos cognitivos são, por natureza, imperfeitos e a sua racionalidade é limitada. A visão institucionalista da Economia, de que este livro é tributário, trata, pois, do lado impuro das coisas. Não do cálculo perfeito, da racionalidade auto-suficiente, do conhecimento completo em que a Economia formal assenta o seu edifício teórico. Interessam-lhe, sobretudo, as "situações de final em aberto", para usar uma frase de um homem da literatura (Amos Oz). Índice Primeira Parte Governação, Institucionalismo e Estado: Os genes impuros da Economia A Economia Impura: O mundo das instituições e da governação O Institucionalismo Económico: Crónica sobre os saberes da Economia O Estado e a Economia: Novas e velhas questões A Economia Constitucional: O Estado e as Instituições na visão de um individualista radical (J. Buchanan) Segunda Parte Evolução e Processo: Europa, Portugal, densidades e relações Europa e Cidades:Governação e densidades político-institucionais Estado, Mercado e Comunidade: A Economia portuguesa e a governação contemporânea A Economia Portuguesa: Entre Espanha e as finanças transnacionais Terceira Parte Contextos e Territórios: O processo davida Diferenciação e Mudança: Do rural ao território Os Lugares e os Contextos: Tempo espaço e mediações na organização das economias contemporâneas Uma Epistemologia do Território